segunda-feira, 3 de setembro de 2007

O que entendemos por ciência?







Desafie seu senso comum e arrisque uma resposta, pois se você ainda não fez esta pergunta, pode se deparar com ela no futuro, afinal neste mar de tecnologia, com esta quantidade de informações, a ciência invade nosso cotidiano com descobertas e estudos em áreas bem distintas do conhecimento humano.


1 - Introdução
Para entender a ciência além do significado da palavra é preciso uma análise histórica, um mergulho desde a Filosofia Grega até a revolução científica iniciada na Itália. Só assim poderemos esboçar uma resposta mais abrangente, que não se limite apenas no método sistemático adotado atualmente pela mesma. Seguiremos com uma breve historia da ciência até chegarmos aos dias de hoje, depois serão propostas algumas respostas e conclusões.


2 – Uma breve história da Ciência
Na antiguidade até maior parte da idade média ciência e filosofia eram uma só, considerado como o primeiro filosofo cientista, Tales de Mileto, apesar de sua crença nos deuses, buscava na própria natureza a explicação dos fenômenos observados, não recorrendo aos deuses como de costume na época, posteriormente destacam-se Platão e Aristóteles que deixaram um belo legado para a ciência e filosofia ocidental.
Durante a idade média, com o forte predomínio do cristianismo, a ciência se confundia com a teologia, o estudo da bíblia e a fé cristã era o caminho a ser seguido por todos, só no renascimento foi que o homem passou a enxergar mais as idéias e não apenas a crença e aos dogmas bíblicos, assim renascia os ideais da cultura grega.
Com a atenção voltada ao pensamento grego, começam as grandes descobertas. Nicolau Copérnico com seus estudos em Astronomia propôs um modelo heliocêntrico que colocava o sol como o centro do universo, uma teoria que ia contra a doutrina da igreja e a filosofia aristotélica que acreditavam no modelo geocêntrico, sendo a terra o centro do universo, a partir daí a relação entre ciência e religião ficaria definitivamente estremecida, e a Igreja Católica passaria desde então a condenar e oprimir vários pensadores da época.
O físico, matemático e astrônomo Galileu Galilei é um marco na história da ciência, considerado o pai da ciência moderna, ele não só adotou o modelo heliocêntrico de Copérnico, como também derrubou os argumentos de Aristóteles sobre o movimento dos corpos em queda livre, com seu lendário experimento na torre de Pisa.
Galileu trouxe a experiência para o cotidiano da Física e mostrou que os fenômenos naturais poderiam ser descritos pela linguagem matemática, era o início do que chamamos hoje de método científico. Com isso a ciência passava a ter autonomia, deixando a teologia de lado e dividindo a filosofia.
A Física ressurge como ciência e se consagra com os sucessos da teoria de Isaac Newton que compreendia e ainda fazia previsões sobre o movimento dos corpos. Com toda esta afirmação e com a evolução da tecnologia o “antídoto” adotado pela Física passava a ser aplicado em várias áreas de estudos, como na biologia, na química e mais tarde na sociologia. Aos poucos a ciência iria ganhando status na sociedade e passaria a ser uma base sólida para a compreensão de vários fenômenos.


3 - A Ciência Contemporânea
“Cientistas enviam robô a marte”, “comprovado cientificamente (...)”, “cientistas descobrem que as células tronco (...)”, estas notícias retratam bem a ciência que convivemos hoje. Com um ar de supremacia, conhecimento seguro e intocável, a ciência esbanja todo seu poder, um reflexo de suas conquistas nos últimos anos que transformariam a sociedade como um todo. Política e ciência nunca estiveram tão relacionadas, um cartão de visitas para uma nação poderosa e desenvolvida é sua inovação tecnológica, o seu progresso científico. A palavra ciência é empregada nos mais variados estudos, como se fosse uma garantia para a aceitação de um conhecimento verdadeiro.
É neste novo contexto de sociedade que a ciência é definida, mas até quando vamos ter esta precisão para explicar certo acontecimento ou determinado fenômeno? Até quando o homem vai dizer que o universo é infinito? Até quando essa ciência vai ser sinônimo de desenvolvimento e evolução?


4 - Conclusões
É comum encontrarmos significados para a ciência do tipo: saber que se adquire pela experiência, observação e etc. Mas vimos que a ciência não se resume a isto, ou seja, não podemos definir ciência apenas pelo seu método adotado para adquirir certo conhecimento, pois analisamos na historia as diferentes etapas da ciência todas elas com significados e nomes distintos, e agora presenciamos apenas mais uma etapa e não sabemos como será a ciência daqui a 5 séculos. Em contrapartida podemos entender a ciência como parte de um processo intimamente ligado a cultura, um processo que se transforma na medida em que o homem enxerga e encara o mundo de maneiras diferentes. Portanto a ciência pode ter um significado hoje, e quem sabe outro amanhã, pois uma coisa é certa, a ciência esta enraizada na curiosidade do homem que nem sempre busca uma resposta, mas pelo menos uma melhor compreensão de si mesmo e do mundo que o cerca. Sendo assim, não sabemos o que a natureza ainda pode nos reservar.


Por Agleisson Gonçalves de Freitas.






quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Aparentemente Insossa

As calçadas provavelmente são os lugares mais públicos que existam, você sempre passará por uma para onde quer que queira ir. È um lugar de aceitação, onde o hippie, o bancário, o policial, o bandido, todos se encontrarão. Mesmo quando não se quer cruzar com essas pessoas, se atravessa a rua, e as encontra na outra calçada.
Ninguém sabe quando vai morrer, quando terá de ir ao hospital, mas no meio de tudo isso sabe que terá uma calçada. Uma calçada é tão importante, tão representativa, que em Hollywood as celebridades possuem seus nomes nelas. E em Los Angeles mesmo existe uma outra em frente ao teatro Chinês que se deixam marcadas as mãos e pés. Até mesmo o Brasil já tem a sua calçada da fama em Gramado no Rio Grande do Sul.
Hoje seu nome na calçada é sinal de status, somente não para os auto-famosos que escrevem seus respectivos nomes no cimento fresco. Estes seriam famosos sim, os famosos pobres de espírito.
Calçadas expressam a cultura de uma época através de suas formas. Elas podem ser de um simples cimento, de refinadas pedras, de diversas cores, de caretas lajotas, de ousados azulejos. Lisboa produziu uma legítima e intensa exploração em nosso país, porém não negou um intercâmbio de troca de cultura, troca de artes. E uma dessas artes se manifestou na decoração feita nas calçadas, na construção de verdadeiros mosaicos nessas vias públicas. Embelezando-as, e dando asas para a imaginação dos criadores das inúmeras figuras representadas nelas.
Os porcos imundos que as sujam com as fezes de seus animais e de suas cabeças, com as chêpas de seus cigarros, com papéis de balas, deveriam ser presos. Pois isto é cuspir em seu chão, e isso é cuspir na própria face. Moribundos de espíritos, estes deveriam praticar serviços sociais e construir mais calçadas.
O fato é que não se pode destruir a estética genuína de algo que vale mais que a vida dos criminosos que as sujam, que as impregnam com sua robusta ignorância.
Atualmente foi-se o tempo que ao final da tarde as pessoas sentavam em frente de suas casas para admirar os movimento e rever amigos. Tempos que se via o desfile da moda em calçadas e não em passarelas, tempo em que se viam os carros do ano nas ruas na frente de casa e não em feiras. E assim se viam as modernidades e por fim, o passar do tempo.
As calçadas perderam o seu charme, mas não por isso sua importância. Nós transitamos nelas, e consequentemente não fazemos apenas isso. No decorrer do percurso transitamos também nos complexos caminhos de nossa mente, tiramos conclusões para feitos que iremos realizar durante o dia, durante a semana, o mês, o ano, ou talvez durante o resto da vida. Praticamos atividades físicas, um tradicional cooper por exemplo, namoramos e até almoçamos nas mesas dos restaurantes que invadem as calçadas.
Neste mundo contemporâneo as calçadas adquiriam nova roupagem, hoje possuem na sua extensão guichês para comprar o cartão de estacionamento do carro, sinaleiras para os pedestres atravessarem a rua, placas de orientação, telefones públicos, lixeiras e adaptações para deficientes.
Volta e interrompidas por uma escadaria, calçadas continuam seu percurso até desembocar em outra, e em outra, e em outra.
Pulsando como veias e artérias, transportando pessoas com suas manias e intolerâncias, que podemos julgar como vírus sem anticorpos, as calçadas alimentam residências, lojas entre, nos levando para viver o cotidiano.


Por Tiago Fontanella.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

A Igreja de hoje, com a idéia de ontem

Faz pouco mais de dois anos que Bento XVI foi eleito pelos cardeais o novo papa. Desde então o não tão carismático novo papa vem alterando as diretrizes do Vaticano. Antes de tudo gostaria de salientar que não sou ateu ou agnóstico, sou mais um cristão católico perplexo com dogmas e supostas heresias julgadas pelo Vaticano. Logo saliento também que no transcorrer desta escrita livro-me de qualquer tipo de crença própria, para tratar do assunto de maneira mais imparcial possível.
A Vossa Santidade neste período reafirmou alguns conceitos atuais, e reemergiu conceitos passados antes rejeitados pelo papa antecessor. Muito questionado o homem teoricamente mais próximo de Deus se aproxima de um conservadorismo muito constrangedor para a igreja, seus seguidores e os devotos de outras religiões. Recentemente o papa foi acusado de anti-semitismo após ser recebido por um padre dono de uma rádio na Polônia que se identifica com opiniões contrárias aos judeus. O fato chocou a comunidade judaica, que considera um retrocesso à atitude. Além disso a Santa Sé demonstra mudanças em sua política, as missas voltaram a serem regidas em latim, e nelas foi restituída uma oração que pede a conversão dos judeus para o catolicismo.
O conjunto de gafes de etiqueta de Bento XVI não param por aí, enlameando ainda mais os pés declarou aqui em terras tupiniquins que a catequetização dos indígenas era necessária. Logicamente se justificou depois dizendo que a maneira que a colonização foi realizada é inadmissível, porém seu verdadeiro pensar foi exposto na sua primeira declaração.
A castidade tão exaltada pelas leis da igreja, e amplamente defendida pelos bispos, não existe. É triste ver que justo eles que pregam a passividade entre o homem e a natureza, ao mesmo tempo renegam-o-a. Porque negar os impulsos sexuais é negar a natureza, é negar algo que já nasce com o indivíduo. Fazendo isso a igreja comete uma das mais vorazes atrocidades, abrindo portas e pernas para abusos sexuais. Dados indicam que 80% dos abusos são homossexuais, tendo como vítimas crianças e adolescentes. Aqueles que pregam a castidade, são os que iniciam crianças inocentes na vida sexual. Muito contraditório isso, porém estes casos borbulham pelo mundo. E a única atitude tomada pelo Vaticano é pagar indenizações, como se estivessem pagando por um infame programinha para os padres.
Uma solução para isso talvez seja a abolição do celibato, assim os sacerdotes extravasariam seu “acúmulo de amor” com suas respectivas esposas. Coisa que parece ser impossível, pois acredito que a igreja teria que sustentar a família e dividir o tempo do padre com a mulher e filhos. Seriam ciúmes?
Outra atrofia evolutiva da Santa Sé é combater o uso da camisinha, o que é aterrorizante, tendo em vista que a população mundial aumenta constantemente, e as doenças sexuais também. Seria isso uma maneira de preservar a castidade?
Porém mesmo assim a igreja não consegue coibir o coito mundial. Desta maneira a África extrapola os indicies de AIDS, a gravidez indesejada se mantém, as doenças sexuais prosperam, e eu dou graças à Deus que não vou mais a igreja. Obrigado senhor!
O Vaticano comanda a segunda maior religião do mundo, e a maior cristã. Julgando-se a irmã mais velha das outras religiões cristãs declarou: “- A única religião de Jesus Cristo é a católica apostólica romana!”. E agora José?
O autoritarismo e elevado estado de ego do Vaticano sempre existiram, e no atual papado estão mais expostos. O que assusta tendo em vista o passado vaticanista.
Bento XVI também falou que a igreja não opina sobre política, mas é muito sábia nesse ramo. Sabemos que Bento XVI não é um amor comparado com João Paulo II. E agora sabemos ainda mais, que em uma coisa ele é melhor, ele é muito mais rentável para a Santa Sé. Mesmo com todos os escândalos o superávit mais que dobrou na Santa Sé S.A., as contribuições aumentaram 58 %, a editora do Vaticano lucra bastante com os direitos autorais do livro best-seller do papa atual, e os direitos sobre obras religiosas que envolvem Cristo, algo que antes não era cobrado.
O atual homem forte vaticanista é aquele típico ancião onde a experiência não condiz com o racional, julgo eu ser uma mente retrógrada, onde a ignorância prevalece sobre a razão. Hoje não seria apenas necessária uma reforma política no Vaticano, mas uma revolução ideológica nas cabeças fundidas, trancafiadas e lacradas dos sacerdotes da hierarquia vaticanista.

Por Tiago Fontanella






domingo, 5 de agosto de 2007

Sobre os encantos da menina amada


Ao lado do trapiche,
ela repousa sobre os áureos raios do sol.
Sentindo o brando vento,
observando-a aumenta meu alento.

Se a intensidade de minhas lágrimas
fosse um medidor de lascívia,
eu seria o maior viciado vivo.
E o meu vício é ela.

O seu corpo desnudo que toco,
Torna meu desejo de viver mais nítido.
Minha libido por ela é a ambrosia
que os deuses me ofertaram.

Na esperança de que nunca morreremos,
eu a louvo com o olhar perdido em seus olhos.
Sempre vindo ao trapiche, ela me fisgou.
Como uma sereia me enfeitiçou.
Para sempre minha luxúria ela ressuscitou.


Por Tiago Fontanella

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Papo massa!



Que bom seria se tudo na vida fosse massa. A humanidade se encheria, engordaria, explodiria de tanta alegria. Mas, espera aí. É, você mesmo, não olhe para os lados e não disfarce. Pois, você pode não perceber, mas, assim como muitos outros, pode estar levando uma vida massa. É massa no café da manha, massa no almoço, massa no jantar...

Massa vai e massa vem, vamos tentar falar mais sério. Afinal, quem não gosta de uma boa pizza. Eu adoro. Mas, detesto quando roubalheiras, corrupções, etc. acabam em pizza. Analisando mais a fundo esses assuntos, que nos revoltam, cairemos num abismo filosófico para entender, desde os primórdios, esta epopéia terrestre. É bródis, eu digo desde os primeiros homo-sapiens, desde a primeira civilização, pois, foi aí que começou esta grande palhaçada. Olhe os dias de hoje. Sinta na pele nossa gloriosa evolução. Ou vai dizer que você nunca se excitou vendo uma revista de mulher pelada? Ou sequer deu uma risada quando seu colega soltou um “pum”, ao se arriscar num golpe de karatê? Mas, neste circo social, não colhemos só risos e gargalhadas, há também situações lamentáveis, como grandes guerras, criminalidade, miséria... Bom, estávamos tentando falar sério e acabamos descobrindo que fazemos parte de uma grande palhaçada. Então, sejam todos bem vindos a este circo e sorria você não está sendo filmado, mas gozado. Haja nariz de palhaço pra todo mundo.

Vamos ficando por aqui, porque hoje a noite promete ser massa. Alias muita massa. Pizzaria com os amigos, cerveja, alguns cigarros, e um papo massa, é claro! Podi crê, podi crê!

Por Agleisson Gonçalves de Freitas

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Heróis não por acaso


Felizes são aqueles que acordam, tomam seu café e preparam-se para sair. Primeiro vestem seus agasalhos da marca patrocinadora, depois o tênis que usarão no trajeto até o complexo esportivo, e finalizando carregam a mochila com seus equipamentos. Chegando ao complexo cumprimentam os seguranças, no caminho até os vestiários saúdam as faxineiras e os demais empregados. Em seguida aprontam-se em seus vestiários com banheiras térmicas, armários, camas, ar condicionado e o que mais lhes forem preciso. Por fim, entram em seus respectivos terrenos de treinos, seja uma quadra, uma pista ou um salão, treinam por horas e terminam o seu dever. Olham-se com orgulho no espelho e dizem: “Eu sou um atleta!”
Realmente é algo bonito, porém é uma lástima que aqui no Brasil não seja assim também.

Atualmente vemos o espírito esportivo em evidência, todos torcendo pelo país como nunca se viu antes. Em um evento que põe em xeque toda a qualidade da organização nacional, obrigando os órgãos públicos a realizar tarefas que talvez nunca realizou; os corações batem como no beijo mais apaixonado e feliz de um doce casal.

E assim o Pan-americano mascara grande parte da realidade do atleta nacional, a dura, cruel e implacável realidade daquele que madruga todas as manhãs e mal toma café o da manhã e sai. Corre quilômetros e quilômetros nas estradas de barro do sertão, do cerrado ou dos campos, como feras indomáveis correm por seus anseios de vida. Procurando a glórias as medalhas e fazendo valer seu suor, estes atletas travam verdadeiras batalhas entre o provável destino de nem chegar a competir, e o destino que constroem como um castelo de cartas de baralho, o destino dos vitoriosos bem-aventurados.

Quer queiram ou não, este evento esportivo deixou cicatrizes na imagem do Brasil. Jamais esquecerei das deploráveis e profanas vaias em hinos americanos, em hinos cubanos e em suados triunfos de atletas de outras nacionalidades. Aquele esporte inventado pela platéia de judô também colaborou por isto, esporte que pessoalmente denominei de arremesso de bombas caseiras nos juízes. Evidentemente ninguém viu as bombas, apenas papéis e outras coisas mais, muito provavelmente, porque o público era revistado antes de entrar. Caso ao contrário...

Humor negro a parte, estas hediondas ocorrências serão esquecidas pelo mundo, pois isto já faz parte do comportamento brasileiro, um vexame a mais ou a menos é típico comportamento de subdesenvolvimento, de país de terceiro mundo. Mas quer saber? No fundo, isto soou como uma nota dissonante.

Mas o filé mignon ficou para nós, a emoção de ser o terceiro melhor das Américas é algo que não tem preço. O que fica para o afável sofrido povo das terras tupiniquins é a superação dos atletas, as lágrimas de heróis nacionais não por acaso, o brilho as medalhas de ouro, prata e bronze tão almejadas e não menos desejadas por nós meros torcedores.

Quem venha agora à copa de 2014, que o templo sagrado do futebol do alvinegro de Santa Catarina sedie algum jogo. Mas desta vez sem vaias, sem demérito. Afinal errar é humano, insistir no erro é burrice.

Viva os esportistas brasileiros. Que não possuem condições para treinar, não tem incentivo do governo, que vivem uma sociedade esmagada pela intolerância, que somente reconhece méritos após a subida em um pódio, e raramente lembra depois. Viva eles sem patrocínio, sem medo, sem preguiça, sem desânimos, e dotados de muita gana.

Honra ao Mérito!!!

Por Tiago Fontanella

sábado, 28 de julho de 2007

Parágrafo Zero


Para escrever meu texto de abertura em nosso blog, achei melhor iniciar com um breve olhar sobre o que faremos aqui. Bem, nesse momento, gostaria primeiro de salientar um dos aspectos e ou objetivos do nosso blog: a interação entre o eu de cá da tela, e o eu do lado de fora, como fosse eu apenas palavras. Palavras vazias num primeiro instante. Palavras sem cor nem tamanho. Nem vivas e nem mortas. Símbolos que não ultrapassam o som que lhe é dedicado. Isso para que não me tenham ou tenham-nos como verdades e nem mentiras. Mas que você, do lado de fora da tela do computador dê o significado que lhe couber. À Palavra, o que o universo em sua mente achar que convém e que compartilhe desta.

Nem sempre a interpretação do receptor da mensagem corresponde o que o escritor, poeta, mímico, comediante, etc, quer expressar. Seja lá numa dissertação, uma simples frase, que vez ou outra se torna em um turbilhão complexo de significados que nem o autor havia pensado. Uma poesia ou piada, bem ou mal contada ou declamada, que varia muitas vezes com humor de cada um. E mesmo um gesto, como um sorriso, um olhar, ou um franzir de testa que do nada ao tudo pode significar. Sendo assim, dificilmente me farei entender, mas serei entendido de alguma forma. Assim o universo, que em cada mente se comporta diferente, nos fará maravilhados com a imensidão de formas e desenhos que cada um pode enxergar, assim com nas nuvens. Diferentes mesmo nas igualdades. E quanto a isso, a essa diferença, peço que venha sempre a somar, e não subtrair de nosso vocabulário.

Alguma interpretação terá estas palavras aqui expostas neste texto. Seja qual for, são os significados ou vidas que o leitor estará lhe dando. Dando as minhas palavras, que eram vazias e solitárias no inicio do texto, não mais apenas os sons a que se referem quando pronunciados. Seja baixinho, ou em voz alta. Mas, palavras com alguma força que irá fluir, permanecer ou esvaziar-se, em sua mente.

Espero que gostem e interajam conosco através deste blog. Para que haja a multiplicação, como dos pães e peixes outrora, de idéias que venham a alimentar e ou libertar nossa mente.

Até mais!

Por Rafael do Nascimento

sábado, 21 de julho de 2007

Nos Becos


Os tempos já não são os mesmos.
Os dias não passam como antes.
O vento úmido juntamente com os faróis acesos
Durantes as noites, entorpecem minha mente regada a conhaque.
E mulheres têm seus corpos inflamados de volúpia.

Nos becos o movimento torna-se intenso,
E uma buceta não vale mais que um baseado.
Dignidade é algo sem significado, algo que não se vivenciou ainda,
Esperança é a razão para se viver.

As horas passam depressa,
O badalar dos sinos exalta a noite,
Enquanto caminho pelas ruas procurando algo,
Algo que ainda não sei o que é.

As estrelas despencam assim como a lua,
O céu some, e minha lucidez é tragada pelo chão.
Emerge a loucura e a razão não brilha mais,
Mesmo assim não acho o que procuro.

Um anjo se materializa diante de mim,
Ele veio me dizer algo, mas eu não ouço,
Ele repete, e repete, e repete...
Até ser tomado por cólera.

Logo ele perde suas honrosas asas.
Seu corpo entra em chamas, ele se vai.
E quando abro meus olhos novamente, estou de volta,
Contemplo os becos e os prédios.

Vejo os lixeiros lotados, eles são hospedagem cinco estrelas.
Para os moribundos que ali residem a tempos.
E lá no final da viela, descoberta pelo nevoeiro,
Avisto uma jovem, com o corpo tão perfeito que parece surreal.

Admiro-a até o momento que ouço tiros,
Olho para o lado, mas é tarde, estou baleado.
Os joelhos vão de encontro ao chão.
Impetuosamente o sangue banha as lajotas.

Novamente olhando para o final da viela,
Ela não existe mais...
Não tardando mais, alguns vultos carregam-me,
E sou arremessado numa lixeira.

Agora o moribundo sou eu, e me pergunto.
- O que o anjo queria me dizer?
- Quem era aquela mulher?
- Será que encontrei o que procurava?

Por Tiago Fontanella

Prelúdio

Nossos antepassados tiveram a ousadia, inteligência e a astúcia para criar e descobrir coisas que beneficiaram nossas vidas até a atualidade. É com essa intenção que surge hoje este simplório blog, Alienação Interativa. Debates, informação, cultura, será o mínimo que vocês blogueiros, internautas, leitores ou simplesmente curiosos de plantão encontrarão aqui. O mundo contemporâneo tem presenciado a queda em um poço sem fim da educação, a banalização da moral e a ascensão da violência, e para tentar de certa forma contribuir para evitar tudo isso, aqui estamos. Para aqueles que sofrem de tédio na web, cansaram de compilar arquivos e abrir o msn, aqui estamos para preencher essa lacuna de tempo. Deus criou o homem, depois uma de suas melhores obras, a mulher. Somos eternamente gratos por isso, aprendemos a nos comunicar, controlar o fogo, ler e escrever. Descobrimos a roda, a eletricidade, criamos computadores e consequentemente a internet, agora nasce a nossa menina dos olhos dourados, este saudoso blog. Criado através da sagacidade das mentes poluídas da nossa equipe. E assim iniciamos a nossa mais nova saga, que não sabemos até quando irá perdurar, apenas sabemos quando começa: aqui e agora. Sejam bem-vindos alienados, somos gratos pela presença. Apreciem sem moderação!!!

Por Tiago Fontanella