
Os tempos já não são os mesmos.
Os dias não passam como antes.
O vento úmido juntamente com os faróis acesos
Durantes as noites, entorpecem minha mente regada a conhaque.
E mulheres têm seus corpos inflamados de volúpia.
Nos becos o movimento torna-se intenso,
E uma buceta não vale mais que um baseado.
Dignidade é algo sem significado, algo que não se vivenciou ainda,
Esperança é a razão para se viver.
As horas passam depressa,
O badalar dos sinos exalta a noite,
Enquanto caminho pelas ruas procurando algo,
Algo que ainda não sei o que é.
As estrelas despencam assim como a lua,
O céu some, e minha lucidez é tragada pelo chão.
Emerge a loucura e a razão não brilha mais,
Mesmo assim não acho o que procuro.
Um anjo se materializa diante de mim,
Ele veio me dizer algo, mas eu não ouço,
Ele repete, e repete, e repete...
Até ser tomado por cólera.
Logo ele perde suas honrosas asas.
Seu corpo entra em chamas, ele se vai.
E quando abro meus olhos novamente, estou de volta,
Contemplo os becos e os prédios.
Vejo os lixeiros lotados, eles são hospedagem cinco estrelas.
Para os moribundos que ali residem a tempos.
E lá no final da viela, descoberta pelo nevoeiro,
Avisto uma jovem, com o corpo tão perfeito que parece surreal.
Admiro-a até o momento que ouço tiros,
Olho para o lado, mas é tarde, estou baleado.
Os joelhos vão de encontro ao chão.
Impetuosamente o sangue banha as lajotas.
Novamente olhando para o final da viela,
Ela não existe mais...
Não tardando mais, alguns vultos carregam-me,
E sou arremessado numa lixeira.
Agora o moribundo sou eu, e me pergunto.
- O que o anjo queria me dizer?
- Quem era aquela mulher?
- Será que encontrei o que procurava?
Por Tiago Fontanella
Os dias não passam como antes.
O vento úmido juntamente com os faróis acesos
Durantes as noites, entorpecem minha mente regada a conhaque.
E mulheres têm seus corpos inflamados de volúpia.
Nos becos o movimento torna-se intenso,
E uma buceta não vale mais que um baseado.
Dignidade é algo sem significado, algo que não se vivenciou ainda,
Esperança é a razão para se viver.
As horas passam depressa,
O badalar dos sinos exalta a noite,
Enquanto caminho pelas ruas procurando algo,
Algo que ainda não sei o que é.
As estrelas despencam assim como a lua,
O céu some, e minha lucidez é tragada pelo chão.
Emerge a loucura e a razão não brilha mais,
Mesmo assim não acho o que procuro.
Um anjo se materializa diante de mim,
Ele veio me dizer algo, mas eu não ouço,
Ele repete, e repete, e repete...
Até ser tomado por cólera.
Logo ele perde suas honrosas asas.
Seu corpo entra em chamas, ele se vai.
E quando abro meus olhos novamente, estou de volta,
Contemplo os becos e os prédios.
Vejo os lixeiros lotados, eles são hospedagem cinco estrelas.
Para os moribundos que ali residem a tempos.
E lá no final da viela, descoberta pelo nevoeiro,
Avisto uma jovem, com o corpo tão perfeito que parece surreal.
Admiro-a até o momento que ouço tiros,
Olho para o lado, mas é tarde, estou baleado.
Os joelhos vão de encontro ao chão.
Impetuosamente o sangue banha as lajotas.
Novamente olhando para o final da viela,
Ela não existe mais...
Não tardando mais, alguns vultos carregam-me,
E sou arremessado numa lixeira.
Agora o moribundo sou eu, e me pergunto.
- O que o anjo queria me dizer?
- Quem era aquela mulher?
- Será que encontrei o que procurava?
Por Tiago Fontanella
Um comentário:
Que massa esse blog cabelo, esse é um lado teu que eu não conhecia. Só corrige o erro de português da primeira linha, tem uma palavra q não tá no plural =)
Também escrevo poesias, vamos trocar figurinhas. Ah e entra no meu blog da blogspot tbm: www.overdosemusical.blogspot.com
ele tá desatualizado, um dia eu atualizo hehe.
Beijossssss
Postar um comentário